sexta-feira, 26 de setembro de 2014



Ô Rio, quem te desenhou?  

Aqui pensando e vendo desse apartamento tantas casas amontoadas, ouvindo as reclamações, gritos, telefones, campainha tocando, ouve-se até os sussurros dos meus tão breves "vizinhos", de tão perto que estamos. Uma vida agitada lá fora, passos apressados em busca da satisfação apenas de si. Pessoas solitárias imergidas nessa multidão, vivendo de coleções, saudando velharias, papéis, fotos, embalagens antigas e uma inumerosidade de loucuras. As canções passam por Tim Maia, Vinicius de Moraes, Elis Regina, e outros nomes mais, desses que fazem do RJ capital cultural. Nesse belo recinto me sinto aprisionada, não conheço códigos, só ouço passos, carros e buzinas. As horas passam depressa, parecem com a pressa do próprio carioca. Quando percebo já estamos em um horário que na minha opinião é a melhor hora, momento para refletir, às 17 horas. Por aqui a brisa matinal permanece durante todo o dia, isso é um presente divinal, que talvez os ocupados dessa cidade nem se importem. 
É interessante pensar nessa cidade, um olhar fixo, me fazendo viajar. Ei Rio de Janeiro... tem uma caboclinha a te contemplar.




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